Faixa
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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007
Pensamento
Nunca um coxo treinou atletas para a maratona...
 
Nem um mudo deu aulas de dicção...
 
Mas os padres não prescindem de dar conselhos sobre a reprodução e
sexualidade e insistem nisso constantemente!

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publicado por JorgeAntropólogo às 14:58
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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007
TRC
 Ei malta, vejam este link http://www.trc.pt/index1.html, é o despacho do trc.sobre a Esmeralda


publicado por JorgeAntropólogo às 16:26
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Sargento pode sair em liberdade

Ei pessoal, no site http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=776372, pode-se ler que:

O Tribunal da Relação de Coimbra vai apreciar esta quarta-feira o recurso da prisão preventiva apresentado pelo sargento Luís Gomes, que o Tribunal de Torres Novas condenou a seis anos de prisão pelo crime de sequestro da menor E.

A conferência do colectivo está marcada para a 14:30 e caso os desembargadores decidam revogar a prisão preventiva, «então a decisão será logo comunicada ao estabelecimento prisional, por telefone ou fax, e o arguido será imediatamente libertado», explicou ao PortugalDiário, o presidente do Tribunal da Relação de Coimbra, António Joaquim Piçarra.

A mesma fonte acrescentou que, se o recurso for decidido esta quarta-feira, o tribunal irá ler um comunicado e colocá-lo na página na internet (http://www.trc.pt), juntamente com o texto do acórdão (decisão).

Ministério Público pede libertação

Recorde-se que o Ministério Público da Relação de Coimbra defende a libertação do militar Luís Matos Gomes, considerando que a sua prisão preventiva por sequestro perdeu «interesse ou utilidade» para a justiça por não existir perigo de fuga ou de continuação de actividade criminosa.

Esta posição contrasta com o MP de Torres Novas que pediu, num recurso já enviado ao Supremo Tribunal de Justiça, a manutenção da prisão preventiva e do crime de sequestro para o militar, mas com diminuição da pena de seis para quatro anos de prisão. O sargento Luis Gomes está detido preventivamente por se recusar a revelar o paradeiro da criança de cinco anos que lhe foi confiada aos três meses de idade pela mãe biológica.

O procurador de Coimbra considera que houve uma «nulidade insanável» quando o colectivo de juízes de Torres Novas decretou a prisão preventiva a Luís Matos Gomes, a 12 de Dezembro de 2006. Nessa ocasião, o colectivo não ouviu o procurador de Torres Novas, Dinis Cabral da Silva, uma situação que foi corrigida a 05 de Janeiro de 2007, quando esse magistrado tomou posição e também se pronunciou de modo favorável à prisão preventiva. Citando a sustentação legal para este tipo de medidas de coacção, o MP de Coimbra alega não concordar com a posição do colectivo na condenação por sequestro agravado.

Sargento é «o bom samaritano»

O risco de fuga é também desvalorizado pelo procurador, até porque o arguido é um «militar de carreira, inexistindo quaisquer indícios ou sequer alegação de incumprimento de deveres processualmente impostos». No que respeita ao risco de continuação do crime - o pressuposto em que se baseou o colectivo para ordenar a prisão preventiva, o MP da Relação considera que «nem na pronúncia ou em momento anterior ao início do julgamento, foram esquadrinhados bons fundamentos» para essa decisão.

Até porque, salienta o MP, a justiça não pode ter certeza de que o arguido tem contacto regular com a sua mulher - que está em parte incerta com a menina - pelo que o risco de continuação do crime de sequestro (a verificar-se) poderá não suceder com Luís Gomes. Por outro lado, Luís Gomes «foi o bom samaritano relativamente» à menor , «passando a tratá-la como filha e requerendo a sua adopção em Janeiro de 2003» , acompanhada por uma «declaração de autorização da mãe» que, no entanto, não tem valor legal.

A recusa de entrega da menor deve-se ao «interesse óbvio relativamente ao crescimento da menor».

Agora por favor comentem esta notícia, que pode ser acedida no link acima posto.



publicado por JorgeAntropólogo às 16:18
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hoje
tou assim

sinto-me:

publicado por JorgeAntropólogo às 15:38
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007
HOJE
TOU ASSIM

sinto-me:

publicado por JorgeAntropólogo às 17:51
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007
Vitória

O SIM GANHOU !!!!

Foi esta a frase que eu mais queria ouvir em 15 dias de campanha para o referendo.

O resultado deste referendo, foi ates de mais uma vitória dos ideais do 25 de Abril de 1974, agora sim, a Revolução dos cravos atinge o seu propósito de liberdade e de igualdade de géneros no nosso país.

A Igreja Católica, pode agora reflectir sobre o assunto, pode excumungar, pode dizer o que quiser, mas um facto é real: o aborto em Portugal até às 10 semanas efectuado por opção da mulher, foi despenalizado, e isso é inegável. A Igreja Católica perdeu a aposta, apostou no cavalo errado, na equipa errada, agora só tem de apanhar os cacos e viver com o facto de já não ser válido o seu argumento medieval "quem abortar vai parar ao Inferno". Agora, esse argumento, essa ameaça, ficará para sempre perdida na Idade Média, na altura, em que se queimavam pessoas vivas, nas fogueiras da Santa Inquisição (qual santa? só se for santa do pau caranchoso!),  por se atreverem a pensar diferentemente da ideologia reinante na altura e por esse crime horrendo que se chama pensar.

A Igreja Católica fica estagnada na Idade Média, enquanto que  Portugal... esse país onde até ontem as mulheres iam presas por fazerem abortos, e já não serão presas com a vitória do sim, nem mais uma mulher irá para o presídio feminino por ter escolhido abortar. A moral de uma minoria caquética, desgastada, atrasada, foi derrotada, por uma moral maioritária, da juventude que não quer as suas namoradas, mães, mulheres, amigas, primas, irmãs, tias, cunhadas, atrás das grades de uima prisão. E os olhos da minha avó, voltaram a brilhar...

Até porque o único Inferno que eu conheço, e mais 6 milhões de benfiquistas, é o da Luz, no 3º anel do Estádio do Sport Lisboa e Benfica.



publicado por JorgeAntropólogo às 14:30
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007
A Lei do Aborto em alguns dos países da Europa
Alemanha • Permitida até às 12 semanas a pedido da mulher, após aconselhamento médico, ou em consequência de violação ou outro crime sexual. Permitida após as 12 semanas por razões médicas e condições sociais adversas.

Áustria • Permitida até às 12 semanas a pedido da mulher. Permitida após as 12 semanas em caso de perigo de vida, risco de malformação do feto ou se a mulher for menor de 14 anos.

Bélgica • Permitida até às 12 semanas quando a gravidez coloca em risco a mulher, ou por razões sociais ou económicas. Permitida após as 12 semanas em caso de sério risco para a saúde.

Bulgária • Permitida a pedido da mulher até às 12 semanas. Até às 20 semanas por risco médico. Permitida após as 20 semanas em caso de malformação do feto.

Dinamarca • Permitida até às 12 semanas a pedido da mulher mediante a apresentação de um requerimento a um médico ou centro social, que aconselhará a mulher e a encaminhará para um hospital, se mantiver a intenção de interromper. Permitida após as 12 semanas em caso de risco de vida ou saúde física da mulher, risco de malformação do feto.

Espanha • Permitida até às 12 semanas em caso de violação. Permitido após as 22 semanas em caso de risco de malformação do feto. Permitida em qualquer altura em caso perigo grave para a saúde física ou mental da mulher.

França • Permitida até às 12 semanas a pedido da mulher, ou por razões sociais ou económicas. Permitida após as 12 semanas em caso de risco de vida ou saúde física da mulher, risco de malformação do feto. É necessária a certificação de dois médicos da situação.

Grécia • Permitida até às 12 semanas a pedido da mulher. Permitida até às 20 semanas em caso de risco de vida ou saúde física ou mental da mulher, violação ou outros crimes sexuais. Permitida até às 24 semanas no caso de risco de malformação do feto.

Holanda • Permitida até às 13 semanas a pedido da mulher. Permitida após as 24 semanas em comprovadas situações de dificuldade e falta de alternativas da mulher, decisão tomada entre a mulher e um médico.

Itália • Permitida até aos 90 dias (entre as 12 e 13 semanas) por razões sociais (incluindo as condições familiares e/ou as circunstâncias em que se realizou a concepção), médicas ou económicas. Permitida em qualquer momento em caso de risco de vida ou saúde física ou mental da mulher, risco de malformação do feto, violação ou crime sexual.

Irlanda • Permitida em caso de risco de vida da mulher, incluindo risco de suicídio.

Malta • Proibida em quaisquer situações.

Noruega • Permitida a pedido da mulher até às 12 semanas. Permitida após as 12 semanas para proteger a saúde da mulher e nos casos de violação.

Polónia • Permitida em caso de violação, incesto, risco de vida ou saúde física da mulher ou risco de malformação do feto. A justificação médica tem de ser realizada por dois médicos diferentes do que vai realizar o aborto.

PORTUGAL • Permitida até às 12 semanas em caso de risco de vida ou de grave lesão permanente para a saúde física ou mental da mulher. Permitida até às 16 semanas em caso de violação ou crime sexual (não sendo necessário que haja queixa policial). Permitida até às 24 semanas em caso de malformação do feto.

Reino Unido • Permitida até às 24 semanas por razões sociais, médicas ou económicas. Permitida após as 24 semanas nos casos de risco para a vida da mãe, risco de grave e permanente doença para a mãe e nos casos de risco de malformação do feto.

Suécia • Permitida a pedido da mulher até às 18 semanas. Permitida até às 22 semanas por inviabilidade do feto.

Suíça • Permitida até às 12 semanas quando a mulher se encontra numa situação de emergência. A mulher deve ser informada exaustivamente antes de se submeter à intervenção.

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publicado por JorgeAntropólogo às 17:17
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007
Doze razões pelo SIM Vital Moreira (in "O Público" de 23/01/2007)

Sou a favor da despenalização do aborto, nas condições e limites propostos no referendo, ou seja, desde que realizado por decisão da mulher, em estabelecimento de saúde, nas primeiras dez semanas de gravidez. Eis uma recapitulação das minhas razões.

1.ª - O que está em causa no referendo é decidir se o aborto nessas condições deve deixar de ser crime, como é hoje, sujeito a uma pena de prisão até 3 anos (art. 140.º do Código Penal). Por isso, é francamente enganador chamar ao referendo o "referendo do aborto" ou "sobre o aborto", como muita gente diz. De facto, não se trata de saber a posição de cada um sobre o aborto (suponho que ninguém aplaude o aborto), mas sim de decidir se
a mulher que não se conforma com uma gravidez indesejada, e resolve interrompê-la, deve ou não ser perseguida e julgada e punida com pena de prisão.

2.ª - Não há outro meio de deixar de punir o aborto senão despenalizando-o. Enquanto o Código Penal o considerar crime (salvas as excepções actualmente já existentes), ninguém que pratique um aborto está livre da humilhação de um julgamento e de punição penal. Quem diz que não quer ver as mulheres punidas, mas recusa a despenalização, entra numa insanável contradição. Não faz sentido manter o aborto como crime e simultaneamente defender que ele não seja punido.

3.ª - A actual lei penal só considera lícito o aborto em casos assaz excepcionais (perigo grave para vida ou saúde da mulher, doença grave ou malformação do nascituro, violação). Ao contrário do que correntemente se diz, a nossa lei não é igual à espanhola, que é bastante mais aberta do que a nossa e tem permitido uma interpretação assaz liberal, através da cláusula do "perigo para a saúde psíquica" da mulher. Por isso, a única saída entre nós é a expressa despenalização na primeira fase da gravidez, alterando o Código Penal, como sucede na generalidade dos países europeus.

4.ª - A despenalização sob condição de realização em estabelecimento de saúde autorizado (por isso não se trata de uma "liberalização", como acusam os opositores) é o único meio de pôr fim à chaga humana e social do aborto clandestino. Esta é a mais importante e decisiva razão para a defesa da despenalização. Nem a ameaça de repressão penal se mostra eficaz no combate ao aborto, nem a sua legalização faz aumentar substancialmente a sua frequência. A única coisa que se altera é que o aborto passa a ser realizado de forma segura e sem as sequelas dos abortos clandestinos mal-sucedidos. Por isso, se pode dizer que a legalização do aborto é uma questão de saúde pública.

5.ª - Se se devem combater os factores que motivam gravidezes indesejadas, é humanamente muito cruel tentar impô-las sob ameaça de julgamento e prisão. É certo que hoje há mais condições para evitar uma gravidez imprevista (contraceptivos, planeamento familiar, etc.). Mas a sociologia é o que é, mostrando como essas situações continuam a ocorrer, em todas as classes e condições sociais, mas especialmente nas classes mais desfavorecidas, entre os mais pobres e menos cultos, que acabam por ser as principais vítimas da proibição penal e do aborto clandestino (até porque não têm meios para recorrer a uma clínica no estrangeiro...).

6.ª - A despenalização do aborto até às 10 semanas é uma solução moderada e, mesmo, comparativamente "recuada", visto que em muitos países se vai até às 12 semanas. Por um lado, trata-se de um período suficiente para que a mulher se dê conta da sua gravidez e possa reflectir sobre a sua interrupção em caso de gravidez indesejada. Por outro lado, no período indicado o desenvolvimento do feto é ainda muito incipiente, faltando designadamente o sistema nervoso e o cérebro, pelo que não faz sentido falar num ser humano, muito menos numa pessoa. Como escrevia há poucos dias um conhecido sacerdote católico e professor universitário de filosofia: "A gestação é um processo contínuo até ao nascimento. Há, no entanto, alguns "marco" que não devem ser ignorados. (...) Antes da décima semana, não havendo ainda actividade neuronal, não é claro que o processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído."

7.ª - Só a despenalização e a "desclandestinização" do aborto é que permitem decisões mais ponderadas e reflectidas, incluindo mediante aconselhamento médico e psicológico. Embora o referendo não verse sobre os procedimentos do aborto legal, nada impede e tudo aconselha que a lei venha a prever uma consulta prévia e um período de dilação da execução do aborto, como existe em alguns países. Aliás, o anúncio de tal propósito poderia ajudar o triunfo da despenalização no referendo, superando as hesitações daqueles que acham demasiado "liberal" o aborto realizado somente por decisão desacompanhada da mulher.

8.ª - A despenalização do aborto nos termos propostos não viola o direito à vida garantido na Constituição, como voltou a decidir o Tribunal Constitucional, na fiscalização preventiva do referendo. No conflito entre a
protecção da vida intra-uterina e a liberdade da mulher, aquela nem sempre deve prevalecer. O feto (ainda) não é uma pessoa, muito menos às dez semanas, e só as pessoas são titulares de direitos fundamentais e, embora a
vida intra-uterina mereça protecção, inclusive penal, ela pode ter de ceder perante outros valores constitucionais, nomeadamente a liberdade, a autodeterminação, o bem-estar e o desenvolvimento da personalidade da mulher. Mas a punição do aborto continua a ser a regra e a despenalização, a excepção.

9.ª - A decisão sobre a legalização ou não do aborto não pode obedecer a uma norma moral partilhada só por uma parte da sociedade. Ninguém pode impor a sua moral aos outros. É evidente que quem achar, por razões religiosas ou outras, que o aborto é um "pecado mortal" ou a violação intolerável de uma vida, não deve praticá-lo. Pode até empregar todo o proselitismo do mundo para dissuadir os outros de o praticarem. Mas não tem o direito de instrumentalizar o Estado e o direito penal para impor aos outros as suas convicções e condená-los à prisão, caso as não sigam. A despenalização do aborto não obriga ninguém a actuar contra as suas convicções; a punição penal, sim.

10.ª - A despenalização é a solução a um tempo mais liberal e mais humanista para a questão do aborto. Liberal - porque respeita a liberdade da mulher quanto à sua maternidade. Humanista - porque é o único antídoto contra as situações de miséria e de humilhação que o aborto clandestino gera. Quando vemos tantos autoproclamados liberais nas hostes do "não", isso é a prova de que o seu liberalismo se limita à esfera dos negócios e da economia, parando à porta da liberdade pessoal. Quando vemos tanta gente invocar o "direito à vida" do embrião ou do feto para combater a despenalização, ficamos a saber que para eles vale mais impor gravidezes indesejadas (e futuros filhos não queridos) do que a defesa da liberdade, da autonomia e da felicidade das pessoas. Se algo deve ser desejado, devem ser os filhos!

11.ª - Na questão da despenalização do aborto é verdadeiramente obsceno utilizar o argumento dos custos financeiros para o SNS. Primeiro, o referendo não inclui essa questão, deixando para a lei decidir sobre o
financiamento dos abortos "legais". Segundo, mesmo que uma parte deles venham a ser praticados no SNS, o seu custo não deve comparar desfavoravelmente com os actuais custos da perseguição penal dos abortos, bem como das sequelas dos abortos mal sucedidos.

12.ª - A despenalização do aborto, nos termos moderados em que é proposta, será um sinal de modernização jurídica e cultural do país, colocando-nos a par dos países mais liberais e mais desenvolvidos, na Europa e fora dela (Estados Unidos incluídos). A punição penal do aborto situa-nos ao lado de um pequeno número de países mais conservadores e mais influenciados pela religião (como a Irlanda e a Polónia). Mas por que motivo um Estado laico deve pautar o seu Código Penal por normas religiosas? Professor universitário


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publicado por JorgeAntropólogo às 15:26
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007
Noticia

Para o pessoal do não, vejam este llink

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=769988

é isto que vocês querem que continue???


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publicado por JorgeAntropólogo às 15:45
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Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007
Porque sim?

A campanha terrorista do Não, é de bradar aos céus, POR FAVOR!!!!!! . Se não acreditam, sigam o meu raciocínio:

  1. Este referendo trata de se despenalizar o aborto até às 10 semanas de gravidez, ou seja, se houver necessidade de a mulher abortar até esse período de tempo, ela poderá o fazer sem correr o risco de ser presa. Quer isto dizer se a mulher fizer um aborto, não irá parar às Mónicas- os do Não se não sabem, passam a saber, é o presídio das mulheres, onde estão assassinas, traficantes de droga, etc., etc. Reparem, se prenderem as mulheres todas, qualquer dia, os homens, quando quiserem ter filhos vão ao presídio das mulheres, e depois é mais ou menos deste género: - Olhe, sabe, eu sou o marido da prisioneira número tantos e queria estar com ela, ao que lhe perguntam: Para quê? E a resposta dada é assim: É para fazer à minha mulher um filho. Pode ser? Fazem o filho ou filha, e 9 meses depois, nasce a criança na prisão, recebe um número de preso, em vez do nome... POR FAVOR!!!!!! Tenham juízo. Trata-se de despenalizar, não de liberazilar, como os do não afirmam...
  2. O ser humano, é o único animal vivo, que pode controlar o seu crescimento populacional- ao contrário dos outros animais.
  3. Para os apoiantes do Não, dou-vos aqui um pouco de sapiência democrática: Aqueles trabalhadores e trabalhadoras que trabalham até às tantas nos hiper-mercados, todos os dias, com que vontade tem de fazer filhos??? Nenhuma!!! Nem pensar nisso! Até que muitos desses hipers, tem nas fichas de emprego- se for mulher- se está interessada num futuro engravidar? ISTO É TERRORISMO. Se conhecem os casos das fábricas onde marido e mulher trabalham, hum? Quando o patrão, ou dono da fábrica fecha a dita e põe o pessoal todo na rua- ATENÇÃO, eu duvido muito da veracidade daqueles encerramentos- o casal, com prestação da casa, do carro, escola dos filhos para pagar, com que cara chegam a casa no dia do despedimento e olham para o filho ou filhos? Muitos devem pensar: e agora, que futuro darei ao meu filho, ou à minha filha? Expliquem -me isso!!! VÁ EXPLIQUEM!!!
  4. Agora a Igreja: qual é a principal festa da Igreja? Natal ou Páscoa? Se responderam Natal... erraram, se responderam Páscoa, acertaram. Não acreditam? Então vejamos: Qual é o símbolo do Cristianismo? A Cruz, onde Cristo Morreu!!! não é o recém-nascido de Belém, é o instrumento de morte romano, onde Cristo morreu, logo, a Igreja, não celebra a vida de Cristo, mas sim a sua morte e ressurreição. Isto é muito simples. É a morte e ressurreição de Cristo!!! Entenda-se, não é o recém nascido de Belém filho de Nossa Senhora e de São José, que é o emblema do Cristianismo, é A Cruz, onde Cristo Morreu!!!  Que graça que tinha uma mulher comparecer num hospital público para fazer um aborto cujo pai era um padre? Ao longo dos séculos, este país, através dos padres sempre estupidificaram o povo português. E a prova disso, aliás, é a irresponsabilidade que estes tem em defender o não. Porque, se for filho de padre, com certeza vai a Barcelona abortar, se for de um pobretanas, vai a Lisboa a clínicas de vão de escada clandestinas. E fiquemos por aqui.

  5. Reparem os países onde o aborto é penallizado, exceptuando Portugal: Irlanda (Católica), Polónia (Católica) Malta (Católica) e Chipre (Ortodoxa grega), é tudo países super-potências mundiais...
  6. Falam dos impostos que supostamente irão pagar abortos... Na Bélgica para fazer um aborto, paga-se uma taxa moderadora de 3.08 €, na Alemanha, a mulher só paga do bolso dela o aborto se os seus rendimentos forem superiores a 900 €, se forem inferiores, paga o Estado. Isto, num país - pasmem-se senhores, do Não, onde a prostituição é legal!!! ISTO NA ALEMANHA, O MOTOR ECONÓMICO EUROPEU...
  7. Falam os adepros do Não dos dados científicos que comprovam isto e aquilo... Meus senhores, eu sei o quão é fácil distorcer os dados científicos para nosso benefício. Tantos cientistas fizeram isso, até mesmo cientistas que se dizem religiosos... enfim....

Aqueles que tentam impingir-nos votar no Não, devem ser os mesmos que devem ter interesses nas clínicas de aborto espanholas. Ao votar Não, só irão beneficiar as clínicas espanholas COMO estarão a contribuir para o enriquecimento destas, em vez das portuguesas.

Os medíocres empresários que fazem filhos às empregadinhas, e depois querem que elas abortem, levam-nas às clínicas de vão de escada com risco da própria vida, de não só morrerem, mas como também aparecer lá a polícia para as levar dentro, porque são pessoas respeitáveis (!) que vão ao domingo à missa com a família e as filhas deles que são meninas de famílias respeitáveis. Será melhor os caixotes do lixo serem depósito de lixo de cadáveres de bebés, que a todos chocam derivado à merda da presente lei?

Votar SIM à despenalização da IVG é a única forma realista de salvar vidas e promover a saúde.

Manter uma lei cosmética, injusta e nefasta, que pune as mulheres mais desprotegidas e nunca os verdadeiros culpados (homens que abandonam as suas parceiras no seu estado mais vulnerável), apenas tem como consequência o aborto clandestino.

As medidas mais eficazes no combate ao aborto são:
- Uma política adequada de planeamento familiar;
- A educação sexual nas escolas;
- Uma maior sensibilização e responsabilização do sexo masculino para os deveres inerentes à sua sexualidade, e não apenas os seus direitos (como alguns pensam);
- O combate à pobreza e exclusão social;
- Mais civismo e solidariedade, em lugar da intolerância e incriminação.

Crime é ter um filho e abandoná-lo ou maltratá-lo.
Crime é abandonar uma grávida.

Cerca de 20 a 30 % das gravidezes até à 12ª semana terminam em aborto espontâneo.

Quanto a valores morais, que cada um os guarde para si e não os imponha aos outros, pois há quem considere imoral andar obcecado com a barriga da vizinha e não reparar nos «atropelos» constantes aos direitos elementares de crianças indesejadas e entregues às agruras de uma vida que não pediram.

Pelo mesmo princípio de defesa da vida desde a concepção, todas as mulheres que engravidam pela fertilização «in vitro» são criminosas e infanticidas, a não ser que os embriões excedentários não sejam considerados vidas só porque são excedentários e, portanto, inconvenientes!

Quanto à Igreja Católica, pode excomungar, pode incriminar, pode ameaçar com Satanás ou com o Inferno, mas deveria abster-se de pronunciar frases como «a matança dos inocentes», pois nesta matéria é recordista, e não pode dar-se ao luxo de «atirar pedras aos outros». Quantas vidas condena à morte com a proibição do preservativo? Quantos inocentes já matou ao longo da sua violenta história? Quantos milhares de crianças cátaras foram atiradas à fogueira, juntamente com seus pais, cujo único crime foi construir uma sociedade justa e equilibrada, em que homens e mulheres se respeitavam mutuamente e tinham os mesmos direitos ?! A moral também deveria servir para analisar os nossos próprios erros, mas... na prática, a moral só serve para pregar aos outros!

Por tudo isto e muito mais, vou votar SIM, por uma sociedade melhor, mais justa e mais honesta!




publicado por JorgeAntropólogo às 15:02
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